Bolívia fecha três ministérios e embaixadas em Nicarágua e Irã para economizar

Ministérios da Cultura e dos Esportes passarão a fazer parte da pasta da Educação e o da Comunicação irá para a pasta da Presidência.

Dinheiro poupado será destinado à luta contra o novo coronavírus, anunciou a presidente interina Jeanine Áñez.

Usando máscaras, pessoas são vistas nas ruas no primeiro dia de alívio das restrições à circulação em La Paz, na Bolívia, em 1 de junho Reuters/David Mercado A Bolívia determinou nesta quinta-feira (4) o fechamento de três ministérios e as embaixadas na Nicarágua e no Irã, dois países amigos do ex-presidente Evo Morales, para economizar recursos e destiná-los à luta contra o novo coronavírus, anunciou a presidente interina Jeanine Áñez. "Um ponto importante para a economia é que o governo saiba economizar e por isso ordenamos reduzir três ministérios, ao invés de 20, teremos 17" e também "fecharemos as embaixadas da Bolívia no Irã e na Nicarágua", destacou a chefe de Estado em mensagem televisionada. Os ministérios da Cultura e dos Esportes passarão a fazer parte da pasta da Educação e o da Comunicação irá para a pasta da Presidência. "Todo o dinheiro que se economizar agora com esta redução irá para a saúde e para o combate ao vírus", acrescentou a presidente, sem informar quanto dinheiro custará ao fisco estas medidas. A pandemia contagiou até hoje mais de 11.600 pessoas e matou 400 na Bolívia. "Não temos nada contra estes países e povos nobres e irmãos que respeitamos e são amigos", disse Áñez em relação ao fechamento das delegações diplomáticas em Manágua e Teerã.

A Bolívia, durante o governo do ex-presidente Morales (2006-2019), que renunciou em novembro passado após denúncias de fraude eleitoral, estabeleceu laços políticos e econômicos estreitos com a Nicarágua e o Irã. Com o país centro-americano, fez parte da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA) e com o Irã assinou acordos, principalmente nos campos do petróleo e da mineração.

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